E se simplificarmos as coisas?

A gente tem a tendência de apostar nossa carreira inteira em um único projeto. O próximo filme, o próximo livro, o próximo álbum, o próximo espetáculo, o próximo quadro etc.

Tenho tentado simplificar toda a minha criação - e outros aspectos da minha vida pessoal também - pra dar conta de criar mais fazendo menos (assunto pra outro momento) e pra lidar melhor com as expectativas.

As vezes pergunto nos stories sobre os desafios que as pessoas enfrentam para criar seus bangues e muitas das respostas habitam esse espaço da expectativa. É uma epidemia. E as redes sociais agravam ainda mais os sintomas.

Não tenho a solução pra esse problema. A resposta prática é: "crie menos expectativa", mas me parece menos simples que isso.

É legítimo o desejo de acertar, de agradar quem apostou em nossa criação, de ser reconhecido, de ser amado. Somos humanos.

Porém, o resultado não deve ser o parâmetro do porquê você cria algo. Claro que existe prazer no sucesso do resultado, mas devemos cuidar com mais carinho do prazer da produção da coisa.

Ninguém nunca perde quando exercita sua
criatividade enquanto cria algo que seu
coração deseja.

Coragem. 🔥

B.

Foto da capa:  @raval.cc

Foto da capa: @raval.cc

B.